Adoro quando recebo convite para almoço ou jantar no final de semana. Não pensem vocês que é apenas para me livrar da cozinha, porque eu adoro cozinhar e sim pelo prazer de saborear uma comida diferente, além do papo descontraído com os amigos regado a uma bebidinha para relaxar do estresse semanal. Domingo eu, filhotes e marido fomos à casa de uma querida amiga para almoçar. O dia estava maravilhoso, o céu de um azul deslumbrante, o calor extenuante de dias atrás deu lugar a um clima ameno e a companhia nem se fala de tão boa. Na casa da Ana, que está chiquérrima depois da reforma, quem pilota o fogão é o Dudu seu marido e ele caprichou. De entrada, pão acabado (literalmente) de sair do forno, escabeche de abobrinha bem curtida, copa, azeitona e queijo fresco com ervas. A seguir caldinho de mocotó, eu sei que tem gente que tem preconceito com essa iguaria, mas vou te contar coloquei umas gotas de tabasco e comi rezando. O Luca comeu duas cumbucas com pedacinhos de pão caseiro, nem preciso falar do meu contentamento, porque para as mães quando o filho come acabam-se todos os problemas do mundo. Já estávamos bem satisfeitos quando veio salada verde (com um molhinho maravilhoso) acompanhando a sopa paraguaia, para quem não conhece esse prato tradicional do Paraguai é uma torta maravilhosa de milho com queijo, é torta e chama sopa, vai saber o que passa na cabeça dos vizinhos! Depois desse terceiro round ainda veio o escondidinho de carne seca para nocautear de vez os convivas. Como já virou praxe eu escolher a estrela da mesa, nessa hora eu ainda estava super em dúvida de qual havia sido o melhor prato, quando chegou a sobremesa. Eu não sou de doce e nem sei fazer sobremesa, mas a calda de goiabada morna escorrendo pelo sorvete de creme foi o grand finale do almoço. O Dudu me confidenciou a receita que é muito simples: goiabada da boa, mas não deve ser cascão, água para dar o ponto (nem muita nem pouca água, ele disse que pouca água quando esfria a goiabada endurece) e limão. Gente, não existe coisa mais simples e deliciosa!
terça-feira, 13 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Pão para que te quero Pão.
A origem do pão data de aproximadamente 12000 anos, juntamente com o cultivo do trigo, na região da Mesopotânia e até hoje é um dos alimentos mais importantes para o homem. Ele é nutritivo, saboroso, substancioso e o terror das dietas. Para mim dieta é um martírio por ter de abrir mão do pãozinho Francês crocante pela manhã, ter de passar rápido pela padaria sem me seduzir pelo ciabatta que acabou de sair do forno ou o pão Italiano que é a oitava maravilha do mundo. Para receber, sempre gosto de ter pelo menos 3 tipos de pães, manteiga da melhor qualidade, um queijo legal, um patê e uma boa escabeche de berinjela. Gente, não precisa nem se preocupar muito com o prato principal, porque a entrada já é um deleite para os convivas. Pensando em cortar calorias e em uma nutrição mais saudável para minha family resolvi fazer pão integral. Sabe que foi um sucesso! O maridão que antigamente não comia produto integral nem por decreto adorou e os filhotes lamberam o beiço. O Ian falou que meu pão era o mais gostoso do mundo, quase morri de contentamento, conseqüentemente já fiz umas 4 vezes e todas com sucesso absoluto. A receita é para 2 pães médios, vale a pena fazer. Não tem erro!
Pão integral
1 copo de leite morno (copo requeijão)
1 ovo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá rasa de açúcar
2 colheres de sopa bem cheias de margarina light
4 colheres de sopa de azeite
1 saquinho de fermento para pão
3 colheres de sopa bem cheias de farelo de aveia
3 colheres de sopa bem cheias de linhaça
1 copo de farinha de trigo branca
Farinha integral até dar liga.
Misture todos os ingredientes, menos as farinhas, em uma vasilha funda. Depois coloque a farinha até dar ponto. Coloquei pouca farinha branca para ficar mais saudável e o segredo para o pão não ficar pesadão é deixar a massa bem mole num ponto que apenas não gruda nas mãos. Pão integral mesmo quando fica pesadão eu gosto. Deixei crescer por umas 2 horas, amassei enrolei 2 pães e deixei crescer mais uma 1 hora aproximadamente. Forno muito baixo por 50 minutos. Na hora de comer manteiga aviação e café recém passado, hum... Adeus dieta!
domingo, 21 de março de 2010
Uma "paella", um bom "malbec" e amigos...
Para não fugir à regra de que minhas sextas-feiras são especiais, essa última foi sensacional. Participo de uma confraria de vinho com 5 casais que se encontram mensalmente e degustam determinada cepa ou casta de vinho acompanhado de boa comida e ótima conversa. Nossos encontros Pantagruélicos em homenagem ao Bacco começaram em Julho do ano passado no aniversário do Daniel, Presidente fundador da confraria. O primeiro encontro de 2010, na casa do casal Ceci e Nelson, abriu o ano com chave de ouro com a Paella maravilhosa da foto, de sobremesa peras cozidas em calda de gengibre e cardamomo com sorvete de creme e para arrematar café preto. Em homenagem aos Hermanos, que dividiram a noite no gosto dos convivas, degustamos o Malbec. O vinho destaque da noite foi o Malbec Catena 2007 pontuação 91 na escala de Robert Parker (variação 50 a 100), trazido pelo casal Denise e Renato, que mais uma vez nos brindou com biscoito fino da enologia. A trilha sonora, como não podia deixar de ser, teve contribuição do meu marido com Sonic Youth, Beatles e uma antologia de Punk década de 70. Saímos felizes e certos de que celebrar a vida é a melhor maneira de vivê-la. Não darei a receita da Paella porque acho que esse prato tem inúmeras variações e quase nunca uma fica igual à outra. Mas a pêra estava de matar de boa, achei simples de fazer e extremamente elegante.
Pêras em calda do Nelson
- Pêras descascadas cortadas ao meio pelo comprimento (2 partes por conviva);
- Calda fina de açúcar (250 g de açúcar para 1/2 litro de água), 1 baga de cardamomo, uns 2 cm de gengibre ralado.
Colocar as meias pêras para cozinhar durante 20 a 30 minutos na calda. Retirar as metades colocar no prato regar com a calda e colocar 1 bola de sorvete de creme. Como eu quase nunca consigo seguir a receita ao pé da letra resolvi que quando fizer a minha eu vou fazer uma calda de chocolate meio amargo derretido para regar, uau!
A maravilhosa e aguardada Paella!
terça-feira, 16 de março de 2010
Todo mundo é feliz na sexta a noite!?
Sexta-feira para mim foi e sempre será dia de namoro. Nunca curti sair aos sábados, já as sextas ninguém me segurava em casa. Talvez, porque a sexta seja regida por Vênus a deusa do amor, ou anuncia a chegada do fim de semana, não sei bem o motivo de me sentir mais bonita, mais leve e solta nesse dia, principalmente à noite. Hoje em dia as sextas são de Bacco e cumplicidade. Assim que as crianças vão para cama, eu preparo os petiscos, meu marido seleciona a trilha sonora e tomamos vinho regado a muita conversa e boa música. Nessa sexta não havia preparado nada especial para comer, estava um pouco cansada, até pensei em pedir uma pizza, mas a fome não era para tanto e a música de Leonard Cohen já estava rolando. Lembrei que a Marina minha fiel escudeira do lar havia preparado salada de berinjela no dia anterior e com certeza após uma noite estaria melhor ainda. Peguei minha tábua de frios, dei uma espiada na geladeira onde encontrei 3 restos de queijos (muzzarela, gouda e gorgonzola), azeitonas verdes e presunto. Na dispensa achei um pacote de cream cracker integral, mostarda Hemmer escura (adoro!) e montei a tábua da foto que ficou bonita e deliciosa. Meu marido que diz não gostar de berinjela nem experimentar queria, mas eu insisti e ele não parou de comer até acabar. Pensei, os homens crescem e no fundo continuam meninos com seus paladares caprichosos. Pelo menos o meu marido é assim!
Salada de berinjela da Marina
- 3 berinjelas japonesas (aquelas finas e compridas) em fatias finas;
- 1 cebola grande cortada em cubinhos;
- 1 pimentão vermelho pequeno cortado em cubinhos;
- 7 azeitonas picadas;
- azeite extra virgem;
- sal a gosto.
Em uma frigideira de teflon grande coloque umas 3 colheres de sopa de azeite, as berinjelas cortadas em rodelas (não precisa deixar de molho em água e sal), mais da metade da cebola, o pimentão, sal e deixe fritar. Coloque esse refogado em um pirex de vidro, acrescente a azeitona, o restante da cebola crua e regue mais azeite se precisar. Acerte o sal e coloque para gelar. É muito fácil de fazer, fica saborosa e leve.
segunda-feira, 8 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Bolo de Xícara?!
Esta receita eu tenho que agradecer à Rita Lobo do site Panelinha, um dos sites de culinária que eu mais acesso. O bolo de xícara, ops, de copinho, além de super fácil de fazer, fez o maior sucesso com as crianças e me facilitou a vida. O Ian meu filhote mais velho ama bolo e eu tenho que fazer pelo menos 2 vezes por semana. Hoje, domingão de manhã, o Ian me pediu bolo e eu com uma enorme preguiça peguei a batedeira e me lembrei em tempo da receita que li no blog da Rita Lobo. Em menos de 10 minutos eu fiz o bolo de xícara! O Ian e o Luca me ajudaram e ficaram super satisfeitos com o resultado. Pena que o Luca quebrou meu vidro de farinha de trigo, tudo bem, ele estava adorando o misan place, por isso se empolgou. O Ian foi o que mais gostou. Comeu um bolinho no café da manhã e após o almoço servi com sorvete e ele que adora um docinho falou: Mamãe, esse bolo tá uma deliiiççça parece com aquele bolo pequeno (petit gateau!). Todos satisfeitos com poucos minutos de labuta e farinha de trigo com vidro para limpar.
I love Cookie!
quinta-feira, 4 de março de 2010
Peixinho vai bem, mas obrigada!
Eu posso me classificar como um bom garfo! Do contrário não teria esse blog darrrrr. Mas, uma coisa que eu realmente não consigo comer, e olha que eu sempre tento, é o tal do peixe. Gente, que tristeza para uma amante da gastronomia! Se bem que eu amo bacalhau salgado, frutos do mar, atum enlatado, alga, então não sou completamente avessa aos produtos aquáticos. Para minha felicidade e esforço constante meus littles adoram peixe e meu marido também. Já que os filhos precisam de exemplo ele complementa minha falta. O pior é que nem experimento para ver se o tempero está correto, se precisa um pouquinho mais de sal, o prato fica pronto e os convivas que me dão o feedback. Um dos pratos que meus filhotes mais adoram é a tilápia no papilotte. Esse é um daqueles pratos típicos que servem para limpar a geladeira, pois se coloca o que tiver dando sopa, além é claro de ser super saudável.
O da foto eu coloquei:
- ½ kg de filé de tilápia temperado com sal e limão
- 2 batatas médias em rodelas e pré-cozidas com sal
- ½ pimentão vermelho
- 1 tomate grande
- 1 cebola média
- ½ lata de ervilha (se for congelada melhor ainda).
Abri 2 folhas de papel alumínio em uma forma o suficiente para depois fechar muito bem para o vapor não sair. Reguei com azeite extra virgem e coloquei as batatas pré-cozida, por cima as postas de peixe e o restante dos ingredientes sempre regando com azeite, sal a gosto e por último dois ramos de tomilho fresco. O azeite e o tomilho é que dão o toque especial. Vai ao forno bem quente por mais ou menos 30 minutos. Eu nem experimentei, mas nunca vi meus filhos que estão naquela idade cruel para a comida, 2 e 4 anos, repetirem tanto uma comida. Toda vez que eu faço sobra apenas um pouco de legumes e olha que só os 3 comem. Já fiz com abobrinha, ervilha torta, vagem, cenoura, mas sempre forrando primeiro com a batata. Sempre é um sucesso!
terça-feira, 2 de março de 2010
Pilão do Jamie Oliver
Sabe aquela fissura que dá na gente quando queremos uma coisa e esta coisa está em falta no mercado? Pois é, eu queria muuuuiiiito um pilão do Jamie Oliver, mas estava em falta no Brasil no final do ano passado. No começo do ano chegou na Doural Presentes e eu pedi ao maridão que me presenteou com meu objeto de desejo da vez. Quem é louco por cozinha já viu o Jamie Oliver manuseando seu pilão com aquele jeito estabanado e louro de ser. Parece que ele está brincando. Lindo! Quando o correio entregou aquela caixa pesada eu empolgadíssima abri e me encantei, a primeira coisa que me veio à cabeça foi fazer um pesto. Fui à minha horta de ervas peguei um punhado de manjericão fresquinho, botei 2 dentes de alho, um pouquinho de sal grosso para dar atrito, azeite extra virgem e comecei a socar, acrescentei um tanto de parmesão ralado grosso e 5 nozes. Gente, é uma maravilha, em segundos virou um pesto super robusto e saboroso. A seguir uma dúvida cruel: Tempero peito de frango ou faço batatas salteadas ao pesto? Não queria comer massa naquele dia. Depois de muita dúvida resolvi fazer o frango ao pesto e para acompanhar purê de batatas e uma versão de salada grega. O maridão amou, comeu, repetiu e não se arrependeu do presente.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Orgia gastronômica no carnaval
Só fiz comer nesse carnaval. Também a chuva não deu trégua e eu adoro uma desculpa para comer. Fui a dois almoços na casa de amigos. Na casa da Sílvia, minha ex-professora e hoje querida amiga de trabalho comi um maravilhoso churrasco feito pelo Júlio, o seu marido gourmet. Além do ambiente delicioso, em minha opinião o show do almoço ficou por conta do Noix (entrecôte, contra-filé) com catupiri. Primeiro o Júlio besunta uma peça de noix com shoyu e sal grosso triturado mais fino, coloca na churrasqueira para selar de todos os lados, depois corta em bifes de mais ou menos 3 dedos, coloca mais sal, novamente sela a carne na brasa e corta em tiras (dependendo do gosto mais passada ou menos) e finaliza colocando catupiri. A carne desmancha na boca e o sabor do catupiri dá o toque final. Comi acompanhado de vinho Cabernet argentino rodeada por amigos da melhor qualidade. Nada melhor para um domingo chuvoso. Na terça de carnaval fomos à casa do Zé Ricardo gente boníssima, também amigo do trabalho. Comi massa caseira deliciosa, frango desossado recheado assado na brasa e leitoa pururuca. Sem comentários! Mas o que me deixou de boca aberta, tanto que quase nem sobrou lugar para os comes principais foi a salada de hortelã. Gente, essa salada com pão é inacreditavelmente deliciosa! Receita da Lú esposa do Zé. Para o molho ela coloca no azeite alho em fatias, azeitonas pretas e verdes picadas e deixa tomar gosto durante uma noite. No dia seguinte lava as folhas de hortelã, seca, coloca em uma saladeira, junto com castanha do Pará picada e rega com o molho; nem sal é necessário, pois as azeitonas salgam o molho na medida certa.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A MORTE DO GOURMET
Pierre Arthens, gênio da crítica gastronômica, encontra-se em seu leito de morte e se esforça para recuperar da memória um gosto de infância que sempre esteve presente em sua vida. Suas lembranças levam o leitor a conhecer um pouco de sua trajetória gourmet ao mesmo tempo em que emerge sua conturbada relação familiar e a face de um homem arrogante, egocêntrico e implacável com todos que o cercam. A morte do Gourmet (2000) é o primeiro romance de Muriel Barbery e estreou levando o prêmio de Melhor Livro de Literatura Gourmande no Brasil foi lançado em 2009.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Salvador!
Passei 10 dias de férias em Salvador, mas dei uma esticadela em Iataparica e voltamos de carro passando por várias cidadezinhas históricas como cachoeira, Santo Amaro (terra de Caetano Veloso). O que posso dizer? Plagiando Caetano "A Bahia é linda, Salvador é lindo..." Gostei demais de tudo, os baianos são muito hospitaleiros, a comida é divina. Comi acarajé, moqueca, feijão "Gordo", carne de sol e muito camarão fresco comprado ali na beira da praia, acabado de sair do mar. O que mais eu queria? Nada! Apenas curtir o sol, o mar, as pessoas, o por do sol em Itaparica, Arembepe, e todos os encantos da Bahia de todos os Santos. Todas as vezes que viajo quero saber onde é o melhor lugar para comer, e na chegada fui ao restaurante Iemanjá e me deleitei com moqueca de camarão e siri catado. Saí de lá sabendo que ia me dar bem em Salvador. O lugar é muito bonito, as funcionárias vestidas de "baianas" dão um toque pra lá de especial e a comida...hummmmm é deliciosa. Outro lugar que me deixou encantada foi o restaurante Mar Aberto em Arembepe, mas antes, quando voltava de carro da Ilha parei em Cachoeira, cidade histórica do recôncavo baiano e comi uma moqueca no Beira Rio que eu vou te contar... não perdia nada para os estrelados restaurantes que fui e ainda conheci uma galeria de arte super charmosa, “Pouso da Palavra”, onde comprei uma foto do artista plástico Damário da Cruz. Amei!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
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