segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dia dos Namorados!


Tudo parecia perfeito, fiz a reserva para sexta-feira dia 11 de Junho no Ristorante Mantovani para comemorarmos o dia dos namorados em clima para lá de romântico, deixamos as crianças com a babá e fomos para o restaurante numa noite fria e ideal para degustar um bom vinho. Dentro do restaurante estava um clima bem agradável e lotado de casais, porém percebi que os poucos garçons presentes corriam afobados como baratas tontas. Eu estava com uma sede insuportável, ninguém nos atendeu até quase meia hora depois que chegamos, chamamos o garçom que nos atendeu falando que dois outros faltaram sem avisar, resumindo demorou 40 minutos para eu tomar um copo de água. Fui poucas vezes ao Mantovani e em pouquíssimas vezes a comida estava a contento, mas na última vez, aniversário do Daniel presidente da confraria, a qual por sinal foi criada nesse jantar, estava boa então resolvemos arriscar. Não preciso nem falar que dessa vez a comida estava péssima, digo impossível de comer, eu pedi picanha de cordeiro com risoto de palmito e o Walner filé com risoto de açafrão. Devolvemos os pratos quase do jeito que vieram nunca comi um risoto com um ponto tão ruim, o arroz arbóreo estava desmanchando de mole e frio, já o cordeiro estava com uma aparência tão ruim que o garçom, muito simpático por sinal, não cobrou o meu prato. As batatas que acompanhavam o risoto de açafrão estavam com gosto de amanhecidas e o filé estava torrado. Ainda bem que o vinho, um merlot Uruguaio que eu não me recordo o nome, estava gostosinho e eu e o Walner estávamos muito bem e não deixamos o fiasco da comida estragar a nossa noite. O lugar é muito bonito e aconchegante, por isso que eu ainda insisto, mas acho que não darei outra chance, que pena... No sábado estava tão desolada com aqueles pratos que resolvi fazer risoto de gorgonzola com calabresa e para acompanhar uma saladinha de agrião com manga e nozes. Modéstia parte meu almoço ficou infinitamente melhor!

Risoto de Gorgonzola com Calabresa

1 medida de copo de requeijão de arroz arbóreo
1 cebola média
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite
½ copo de vinho branco seco
2 punhados de parmesão ralado grosso
50 g de gorgonzola
¾ de um gomo de lingüiça calabresa cortada em cubinhos
2 litros de caldo de legumes quente (usei um sache de caldo de legumes sem gordura)

Frite a cebola em 1 colher de sopa de manteiga com o azeite e depois coloque o arroz deixando absorver a manteiga e ficar brilhante. Adicione o vinho e quando secar coloque o caldo de legumes aos poucos (1 concha por vez), a calabresa fritei em outra panela e depois juntei ao arroz e coloquei o gorgonzola. Fui adicionando o caldo até o arroz ficar ao ponto, ou seja ao dente, leva aproximadamente 18 minutos. Acerte o sal se precisar, pois os ingredientes já são salgados, mas é sempre bom, provar. Na última adição do caldo não deixe reduzir e coloque o parmesão incorpore e desligue o fogo aí sim coloque a manteiga mexa tampe a panela e leve para a mesa.

domingo, 6 de junho de 2010

Ervas aromáticas...

Adoro temperos! As ervas frescas dão aroma e sabor conferindo um ar sofisticado ao trivial. Resolvi plantar algumas ervas no quintal e foi muito fácil, meus vasos estão tinindo de viço, hoje de manhã podei o tomilho e coloquei uns ramos para desidratar. Minha cozinha está cheirando tomilho, sálvia, hortelã, manjericão, os molhos e carnes exalam perfumes porque, além das ervas, o limão virou a bola da vez no meu cardápio. No super pilão de pedra coloco alho, sal grosso, azeite, raspas de limão macero bem, acrescento o suco do limão e uso como marinada de carne ou frango. Deixo a carne na geladira, por uma noite, com os temperos, o bagaço do limão espremido e um molho de tomilho ou outra erva dentro de um saco de plástico tipo a Nigella. Minha mãe ficou uns dias em casa e assumiu a cozinha, fato que me agradou muito e acabei por engordar 2 kg. Mas valeu a pena, comida e presença de mãe não tem preço, nem quilos. Ela fez polenta para os netos e sempre que fazemos polenta sobra um monte fria na geladeira e a primeira coisa que vem a cabeça é fritar ou acaba no lixo. Como estou cortando as calorias fiz assadas com azeite, alho com casca (esmurrado), folhas de sálvia frescas e após tirar do forno joguei uma pitada de sal grosso socado com pimeta do reino só para dar um ar de tira gosto. Ficou estalando de crocante e um sabor... A dica é usar o forno bem quente e fique relax porque demora, mais ou menos uma hora, dependendo do forno.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Louise Bourgeois...

A artista plástica franco-americana Louise Bourgeois morreu aos 98, ontem, segunda-feira (31) em um hospital em Nova York. Louise era conhecida por seus trabalhos abstratos e surrealistas, mas ganhou fama tardiamente, aos 70 anos, depois que o Museu de Arte Moderna de Nova York apresentou uma retrospectiva da carreira dela. Em 96, a Bienal de São Paulo mostrou uma de suas aranhas de bronze, com mais de nove metros de altura, hoje exposta no Parque do Ibirapuera. Eu tiver o prazer de ver essa bienal e fiquei realmente impressionada com a genialidade dessa mulher, na época com mais de 80 anos. Louise Bourgeois participou de diferentes correntes artísticas, primeiro nos Estados Unidos, sob a influência do surrealismo, e a partir dos anos 1960 da escultura em metal, realizando grandes instalações para tratar de sexualidade, família e sociedade. Suas representações da maternidade sob a forma de aranhas são algumas de suas obras características. Segundo Paulo Herkenhoff “No confronto permanente entre pulsões de morte, angústia, medo e as pulsões da vida, a obra de Louise Bourgeois é uma dolorosa e triunfante afirmação da existência iluminada pela libido e caminha pela territorialização de imensidões. São assim o corpo, a casa, a cidade e o desejo. Depois de Bourgeois, o universo da arte já não será de mulheres no mundo dos homens, nem têm de falar aí a linguagem dos homens, mas tornar presente seu próprio desejo”. Sou fã ardorosa das grandes mulheres, ou seja, daquelas que fazem a diferença. Meu adeus a grande dama da arte contemporânea.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sopa ou "Torta" Paraguaia

Depois de comer sopa paraguaia na casa da Ana Cláudia, que estava divina e ler alguns comentários sobre essa gostosura regional resolvi preparar em casa. Conheci esse prato, que nem de longe lembra sopa, quando fiz estágio de graduação em Campo Grande – MS e adorei desde a primeira mordida. É muito fácil de fazer e super versátil! Com uma salada verde vira um jantar legal, com um cafezinho recém passado, como lembrou a Ana Paula, faz o lanche da tarde inesquecível ou cortada em quadradinhos compondo uma entrada diferente. Dessa última maneira comi em Pedro Juan Caballero - Paraguai, mais original impossível. A minha ficou bem gostosa, mas resolvi alterar a receita que peguei do site Rainhas do Lar colocando um pouco de leite para bater o milho no liquidificador e realmente não precisava! Repeti a receita sem minha criativa teimosia e ficou bem melhor.

Sopa Paraguaia

1 pacote de milho verde fresco (comprado no super ou verdurão, escolha os menos novos);
2 xícaras de chá de queijo muzzarela ralado grosso;
5 ovos;
1 cebola grande em cubos;
1 colher de sopa de manteiga;
Fio de azeite.

Refogue a cebola na manteiga com azeite para não queimar a manteiga. Coloque os ovos batidos dê uma fritada, coloque o milho batido no liquidificador e refogue um pouco. Acrescente o queijo acerte o sal e coloque para assar em forma untada até dourar. É muito bom!

domingo, 9 de maio de 2010

Pizza paulistana no interior.

Para quem quer saborear uma pizza deliciosa, ou entradas de arrasar em ambiente de extremo bom gosto, atendimento simpático a preço razoável, deve ir à pizzaria Donna Oliva. O lugar é lindo! Piso de ladrilho hidráulico, paredes de tijolo aparente e teto que se abre para entrar uma brisa durante as escaldantes noites prudentinas. A pizza com macinha fina, recheio na medida certa, sem excesso de gorduras e ingredientes, comum nas mais populares, é divina. Além dessa harmonia, os tipos de recheios priorizam o sabor de cada ingrediente abusando de embutidos rústicos, muzzarela de búfala, funghi, cogumelos, berinjela, etc. De entrada os cornicciones - macinhas finíssimas e crocantes de pizza cobertas com sal, parmesão (sem excesso) degustados com um fio de azeite de alho ou de pimenta, são obrigatórios. A pizza que eu sempre peço é sabor caprese que vem com pesto de azeitona preta sobre rodela de tomate caqui e queijo de búfala com manjericão fresco. Possui espaço Kids, porém a moça que toma conta fica sentada com ar de tédio e só se mexe quando alguma criança cai ou chora. Isso é um problema para famílias, como a minha, com filhos pequenos, que precisam de uma trégua para saborear as delícias servidas.

domingo, 2 de maio de 2010

Amigas do Vinho!


O sexto encontro de nossa confraria, para degustar o Syrah/Shiraz foi em minha casa. Que delícia! Passei dias com minha cabeça fervilhando pensando no grande dia, organizando em pensamento cada detalhe que uma acolhida das boas exige. Primeiramente defini o cardápio. Como entrada: queijo camembert com geléia de pimenta vermelha (40 segundos no micro com a geléia em cima), bruschetta ao pesto, queijo gorgonzola, copa, manteiga da boa, pão ciabatta e baguete integral com gergelim. Prato principal: risoto ao limone, filé com ervas (tomilho e sálvia) ao forno e figo salteado. Na sobremesa penei um pouco porque não sei fazer nada. Apelei para o supermercado e servi brownie (de caixinha) aquecido no microondas na hora de servir, por 30 segundos, acompanhado de sorvete de creme e cobertura de chocolate. Adorei! Entrou de cara para o cozinha prática, porque ficou bonito, delicioso e fácil de fazer. Alguns erros de harmonização do vinho com a comida foram cometidos por essa que vos fala, mas a noite não podia ter sido melhor. O maridão também contribuiu a cargo da trilha sonora abusando de coisas boas: Suede, Pizzicato Five, Stone Roses e Cat Fever. Receber amigos em mesa farta, num ótimo bate papo sempre foi um prazer para mim e me aproximar de novos amigos então nem se fala. Vendo essa foto tão bela das Amigas do Vinho resolvi dedicar esse post a nós, cada vez mais próximas, enlaçadas pelo vinho, pela maternidade, pelos gostos...
Da esquerda para a direita Denise, Ana Claudia, eu e Ceci

terça-feira, 27 de abril de 2010

Alegria de mãe


Não existe satisfação maior para uma mãe que ver o filho raspar o prato. Diz aí que eu não estou mentindo. Já reparou que não importa a idade do filho, a mãe diz que ele está magro, precisa comer melhor, blá, blá, blá. Pois é, eu sou esse tipo de mãe que fica mortificada quando os filhos não comem. Mesmo sabendo que não irão morrer de fome, criança come quando tem fome, se eles percebem sua aflição aí que não comem nada. Tirando a racionalidade, sinto que meu lado atávico de mãe das cavernas nessa hora fala mais alto, ou melhor, grita. Porém, depois de tentar várias alternativas e me descabelar, resolvi assumir o controle da situação e seguir os modernos manuais de puericultura que pregam a calma, respirar fundo 10 vezes (dá tontura) e não ligar se o rebento recusar a refeição esmeradamente preparada. Aliada a essa estratégia comecei a fazer obra de arte no prato como o extraterrestre da foto e outras variações de acordo com a empolgação do momento. Tudo para deixar o prato apetitoso aos olhos. Não é que tem dado certo, na maioria das vezes. Hoje cheguei do trabalho abri a geladeira e peguei o que havia sobrado do almoço: arroz integral e legumes salteados no azeite com sálvia. Lógico que eles no alto de seus 2 e 4 anos não comem o legume leve e solto no prato, mas eu fiz um risoto rápido e apetitoso com os legumes camuflados, salame picadinho, molho de tomate (só para dar um gostinho) e requeijão. Servi o risoto com queijo coalho grelhado e os legumes maiores para enfeitar, pois como podemos ver na foto abaixo eles ficaram de escanteio, no problem eles já haviam comido todos os legumes escondidos no risoto. Quando olhei o prato quase limpo percebi que nesses apenas 4 anos de maternidade aprendo diariamente a ter jogo de cintura e principalmente a respeitar a opinião dos meus pequenos homens, que embora crianças sabem muito bem o que querem!

domingo, 25 de abril de 2010

Cozinha prática!

Minha maior preocupação no momento é cozinha prática com receitas rápidas e boas. Meu tempo é muito curto, como o da maioria das pessoas. Então, eu e minha querida amiga Ana, mães-profissionais, encarceradas pelo tempo, resolvemos juntar panelas no feriado. Eu levei a salada e a Ana fez um frango com ameixa, receita de sua mãe, que encaixa perfeitamente no espírito cozinha prática. Quando conheci minha amiga, ela não gostava de cozinhar e o desinteresse pelo tema lhe conferia uma insegurança própria dos que passaram reto pela cozinha. Porém, nos últimos meses, tenho percebido um crescente interesse da Ana em trilhar os caminhos da culinária, até porque recebemos nos jantares da confraria de vinho e todos têm se esmerado deveras com o que põe à mesa. Eu conferi a nova fase e aposto que a insegurança vai passar rapidinho porque o resultado foi perfeito, enroladinho de frango delicioso e super fácil de fazer. Feriado de sol, filhos entrosados brincando em volta, conversa agradável com os amigos e vinho para acompanhar. Assim são os momentos preciosos de nossa vida.

Enrolado de Frango com ameixa da Mãe da Ana
- Filé de peito de frango temperado ao seu modo;
- 1 fatia de presunto para cada filé;
- um punhado de ameixa seca sem caroço para cada filé;
Molho:
- 1 caixa de creme de leite.
Modo de Fazer;
- Recheie cada filé de frango temperado com 1 fatia de presunto e um punhado de ameixa seca; dependendo do gosto pessoal, enrole cada filé e prenda com palito. Em uma panela, ou frigideira alta, coloque azeite, os enroladinhos de frango e não deixe fritar. Adicione um dedo de água, tampe e deixe cozinhar. Deixe pegar cor apenas após o cozimento. Não deixe secar totalmente o líquido e caso ocorra pingue água quente. É importante não fritar os filés antes de cozinhar para não ficar duro, assim fica bem macio. Retire os enrolados e coloque o creme de leite na panela, misture os líquidos, prove o sal e coloque sobre os filés para servir. Muito fácil e saboroso.

Na salada, coloquei sobre as folhas de alface americana: cebola roxa, grão de bico, cenoura ralada e gorgonzola para contrastar com a ameixa.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Objeto do desejo

Panelas de ferro francesas da marca Staub. Gente imagine como até o trivial deve ficar divino cozinhando com essas tetéias, sem contar o tanto que são lindas. A Doural presentes vende pelo site e chega rapidinho, pena que são tão caras! Mas, meu aniversário está chegando...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Domingão, amigos e ótima comida...

Adoro quando recebo convite para almoço ou jantar no final de semana. Não pensem vocês que é apenas para me livrar da cozinha, porque eu adoro cozinhar e sim pelo prazer de saborear uma comida diferente, além do papo descontraído com os amigos regado a uma bebidinha para relaxar do estresse semanal. Domingo eu, filhotes e marido fomos à casa de uma querida amiga para almoçar. O dia estava maravilhoso, o céu de um azul deslumbrante, o calor extenuante de dias atrás deu lugar a um clima ameno e a companhia nem se fala de tão boa. Na casa da Ana, que está chiquérrima depois da reforma, quem pilota o fogão é o Dudu seu marido e ele caprichou. De entrada, pão acabado (literalmente) de sair do forno, escabeche de abobrinha bem curtida, copa, azeitona e queijo fresco com ervas. A seguir caldinho de mocotó, eu sei que tem gente que tem preconceito com essa iguaria, mas vou te contar coloquei umas gotas de tabasco e comi rezando. O Luca comeu duas cumbucas com pedacinhos de pão caseiro, nem preciso falar do meu contentamento, porque para as mães quando o filho come acabam-se todos os problemas do mundo. Já estávamos bem satisfeitos quando veio salada verde (com um molhinho maravilhoso) acompanhando a sopa paraguaia, para quem não conhece esse prato tradicional do Paraguai é uma torta maravilhosa de milho com queijo, é torta e chama sopa, vai saber o que passa na cabeça dos vizinhos! Depois desse terceiro round ainda veio o escondidinho de carne seca para nocautear de vez os convivas. Como já virou praxe eu escolher a estrela da mesa, nessa hora eu ainda estava super em dúvida de qual havia sido o melhor prato, quando chegou a sobremesa. Eu não sou de doce e nem sei fazer sobremesa, mas a calda de goiabada morna escorrendo pelo sorvete de creme foi o grand finale do almoço. O Dudu me confidenciou a receita que é muito simples: goiabada da boa, mas não deve ser cascão, água para dar o ponto (nem muita nem pouca água, ele disse que pouca água quando esfria a goiabada endurece) e limão. Gente, não existe coisa mais simples e deliciosa!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pão para que te quero Pão.

A origem do pão data de aproximadamente 12000 anos, juntamente com o cultivo do trigo, na região da Mesopotânia e até hoje é um dos alimentos mais importantes para o homem. Ele é nutritivo, saboroso, substancioso e o terror das dietas. Para mim dieta é um martírio por ter de abrir mão do pãozinho Francês crocante pela manhã,  ter de  passar rápido pela padaria sem  me seduzir pelo ciabatta que acabou de sair do forno ou o pão Italiano que é a oitava maravilha do mundo. Para receber, sempre gosto de ter pelo menos 3 tipos de pães, manteiga da melhor qualidade, um queijo legal, um patê e uma boa escabeche de berinjela. Gente, não precisa nem se preocupar muito com o prato principal, porque a entrada já é um deleite para os convivas. Pensando em cortar calorias e em uma nutrição mais saudável para minha family resolvi fazer pão integral. Sabe que foi um sucesso! O maridão que antigamente não comia produto integral nem por decreto adorou e os filhotes lamberam o beiço. O Ian falou que meu pão era o mais gostoso do mundo, quase morri de contentamento, conseqüentemente já fiz umas 4 vezes e todas com sucesso absoluto. A receita é para 2 pães médios, vale a pena fazer. Não tem erro!

Pão integral
1 copo de leite morno (copo requeijão)
1 ovo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá rasa de açúcar
2 colheres de sopa bem cheias de margarina light
4 colheres de sopa de azeite
1 saquinho de fermento para pão
3 colheres de sopa bem cheias de farelo de aveia
3 colheres de sopa bem cheias de linhaça
1 copo de farinha de trigo branca
Farinha integral até dar liga.
Misture todos os ingredientes, menos as farinhas, em uma vasilha funda. Depois coloque a farinha até dar ponto. Coloquei pouca farinha branca para ficar mais saudável e o segredo para o pão não ficar pesadão é deixar a massa bem mole num ponto que apenas não gruda nas mãos. Pão integral mesmo quando fica pesadão eu gosto. Deixei crescer por umas 2 horas, amassei enrolei 2 pães e deixei crescer mais uma 1 hora aproximadamente. Forno muito baixo por 50 minutos. Na hora de comer manteiga aviação e café recém passado, hum... Adeus dieta!

domingo, 21 de março de 2010

Uma "paella", um bom "malbec" e amigos...


Para não fugir à regra de que minhas sextas-feiras são especiais, essa última foi sensacional. Participo de uma confraria de vinho com 5 casais que se encontram mensalmente e degustam determinada cepa ou casta de vinho acompanhado de boa comida e ótima conversa. Nossos encontros Pantagruélicos em homenagem ao Bacco começaram em Julho do ano passado no aniversário do Daniel, Presidente fundador da confraria. O primeiro encontro de 2010, na casa do casal Ceci e Nelson, abriu o ano com chave de ouro com a Paella maravilhosa da foto, de sobremesa peras cozidas em calda de gengibre e cardamomo com sorvete de creme e para arrematar café preto. Em homenagem aos Hermanos, que dividiram a noite no gosto dos convivas, degustamos o Malbec. O vinho destaque da noite foi o Malbec Catena 2007 pontuação 91 na escala de Robert Parker (variação 50 a 100), trazido pelo casal Denise e Renato, que mais uma vez nos brindou com biscoito fino da enologia. A trilha sonora, como não podia deixar de ser, teve contribuição do meu marido com Sonic Youth, Beatles e uma antologia de Punk década de 70. Saímos felizes e certos de que celebrar a vida é a melhor maneira de vivê-la. Não darei a receita da Paella porque acho que esse prato tem inúmeras variações e quase nunca uma fica igual à outra. Mas a pêra estava de matar de boa, achei simples de fazer e extremamente elegante.

Pêras em calda do Nelson

- Pêras descascadas cortadas ao meio pelo comprimento (2 partes por conviva);
- Calda fina de açúcar (250 g de açúcar para 1/2 litro de água), 1 baga de cardamomo, uns 2 cm de gengibre ralado.

Colocar as meias pêras para cozinhar durante 20 a 30 minutos na calda. Retirar as metades colocar no prato regar com a calda e colocar 1 bola de sorvete de creme. Como eu quase nunca consigo seguir a receita ao pé da letra resolvi que quando fizer a minha eu vou fazer uma calda de chocolate meio amargo derretido para regar, uau!

 A maravilhosa e aguardada Paella!

terça-feira, 16 de março de 2010

Todo mundo é feliz na sexta a noite!?

Sexta-feira para mim foi e sempre será dia de namoro. Nunca curti sair aos sábados, já as sextas ninguém me segurava em casa. Talvez, porque a sexta seja regida por Vênus a deusa do amor, ou anuncia a chegada do fim de semana, não sei bem o motivo de me sentir mais bonita, mais leve e solta nesse dia, principalmente à noite. Hoje em dia as sextas são de Bacco e cumplicidade. Assim que as crianças vão para cama, eu preparo os petiscos, meu marido seleciona a trilha sonora e tomamos vinho regado a muita conversa e boa música. Nessa sexta não havia preparado nada especial para comer, estava um pouco cansada, até pensei em pedir uma pizza, mas a fome não era para tanto e a música de Leonard Cohen já estava rolando. Lembrei que a Marina minha fiel escudeira do lar havia preparado salada de berinjela no dia anterior e com certeza após  uma noite estaria melhor ainda. Peguei minha tábua de frios, dei uma espiada na geladeira onde encontrei 3 restos de queijos (muzzarela, gouda e gorgonzola), azeitonas verdes e presunto. Na dispensa achei um pacote de cream cracker integral, mostarda Hemmer escura (adoro!) e montei a tábua da foto que ficou bonita e deliciosa. Meu marido que diz não gostar de berinjela nem experimentar queria, mas eu insisti e ele não parou de comer até acabar. Pensei, os homens crescem e no fundo continuam meninos com seus paladares caprichosos. Pelo menos o meu marido é assim!

Salada de berinjela da Marina
- 3 berinjelas japonesas (aquelas finas e compridas) em fatias finas;
- 1 cebola grande cortada em cubinhos;
- 1 pimentão vermelho pequeno cortado em cubinhos;
- 7 azeitonas picadas;
- azeite extra virgem;
- sal a gosto.
Em uma frigideira de teflon grande coloque umas 3 colheres de sopa de azeite, as berinjelas cortadas em rodelas (não precisa deixar de molho em água e sal), mais da metade da cebola, o pimentão, sal e deixe fritar. Coloque esse refogado em um pirex de vidro, acrescente a azeitona, o restante da cebola crua e regue mais azeite se precisar. Acerte o sal e coloque para gelar. É muito fácil de fazer, fica saborosa e leve.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Parabéns!

Minha homenagem a uma grande mulher.


Mas há a vida


Mas há a vida

que é para ser

intensamente vivida,

há o amor.

Que tem que ser vivido

até a última gota.

Sem nenhum medo.

Não mata.


Clarice Lispector
 

domingo, 7 de março de 2010

Bolo de Xícara?!


Esta receita eu tenho que agradecer à Rita Lobo do site Panelinha, um dos sites de culinária que eu mais acesso. O bolo de xícara, ops, de copinho, além de super fácil de fazer, fez o maior sucesso com as crianças e me facilitou a vida. O Ian meu filhote mais velho ama bolo e eu tenho que fazer pelo menos 2 vezes por semana. Hoje, domingão de manhã, o Ian me pediu bolo e eu com uma enorme preguiça peguei a batedeira e me lembrei em tempo da receita que li no blog da Rita Lobo. Em menos de 10 minutos eu fiz o bolo de xícara! O Ian e o Luca me ajudaram e ficaram super satisfeitos com o resultado. Pena que o Luca quebrou meu vidro de farinha de trigo, tudo bem, ele estava adorando o misan place, por isso se empolgou. O Ian foi o que mais gostou. Comeu um bolinho no café da manhã e após o almoço servi com sorvete e ele que adora um docinho falou: Mamãe, esse bolo tá uma deliiiççça parece com aquele bolo pequeno (petit gateau!). Todos satisfeitos com poucos minutos de labuta e farinha de trigo com vidro para limpar.

I love Cookie!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Peixinho vai bem, mas obrigada!

Eu posso me classificar como um bom garfo! Do contrário não teria esse blog darrrrr. Mas, uma coisa que eu realmente não consigo comer, e olha que eu sempre tento, é o tal do peixe. Gente, que tristeza para uma amante da gastronomia! Se bem que eu amo bacalhau salgado, frutos do mar, atum enlatado, alga, então não sou completamente avessa aos produtos aquáticos. Para minha felicidade e esforço constante meus littles adoram peixe e meu marido também. Já que os filhos precisam de exemplo ele complementa minha falta. O pior é que nem experimento para ver se o tempero está correto, se precisa um pouquinho mais de sal, o prato fica pronto e os convivas que me dão o feedback. Um dos pratos que meus filhotes mais adoram é a tilápia no papilotte. Esse é um daqueles pratos típicos que servem para limpar a geladeira, pois se coloca o que tiver dando sopa, além é claro de ser super saudável.
O da foto eu coloquei:
- ½ kg de filé de tilápia temperado com sal e limão
- 2 batatas médias em rodelas e pré-cozidas com sal
- ½ pimentão vermelho
- 1 tomate grande
- 1 cebola média
- ½ lata de ervilha (se for congelada melhor ainda).
Abri 2 folhas de papel alumínio em uma forma o suficiente para depois fechar muito bem para o vapor não sair. Reguei com azeite extra virgem e coloquei as batatas pré-cozida, por cima as postas de peixe e o restante dos ingredientes sempre regando com azeite, sal a gosto e por último dois ramos de tomilho fresco. O azeite e o tomilho é que dão o toque especial. Vai ao forno bem quente por mais ou menos 30 minutos. Eu nem experimentei, mas nunca vi meus filhos que estão naquela idade cruel para a comida, 2 e 4 anos, repetirem tanto uma comida. Toda vez que eu faço sobra apenas um pouco de legumes e olha que só os 3 comem. Já fiz com abobrinha, ervilha torta, vagem, cenoura, mas sempre forrando primeiro com a batata. Sempre é um sucesso!

terça-feira, 2 de março de 2010

Pilão do Jamie Oliver



Sabe aquela fissura que dá na gente quando queremos uma coisa e esta coisa está em falta no mercado? Pois é, eu queria muuuuiiiito um pilão do Jamie Oliver, mas estava em falta no Brasil no final do ano passado. No começo do ano chegou na Doural Presentes e eu pedi ao maridão que me presenteou com meu objeto de desejo da vez. Quem é louco por cozinha já viu o Jamie Oliver manuseando seu pilão com aquele jeito estabanado e louro de ser. Parece que ele está brincando. Lindo! Quando o correio entregou aquela caixa pesada eu empolgadíssima abri e me encantei, a primeira coisa que me veio à cabeça foi fazer um pesto. Fui à minha horta de ervas peguei um punhado de manjericão fresquinho, botei 2 dentes de alho, um pouquinho de sal grosso para dar atrito, azeite extra virgem e comecei a socar, acrescentei um tanto de parmesão ralado grosso e 5 nozes. Gente, é uma maravilha, em segundos virou um pesto super robusto e saboroso. A seguir uma dúvida cruel: Tempero peito de frango ou faço batatas salteadas ao pesto? Não queria comer massa naquele dia. Depois de muita dúvida resolvi fazer o frango ao pesto e para acompanhar purê de batatas e uma versão de salada grega. O maridão amou, comeu, repetiu e não se arrependeu do presente.